Resenha: Um dia de David Nicholls

”Você pode passar a vida inteira sem perceber que aquilo que procura está bem na sua frente”.
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Não consigo pensar em um livro de romance tão original quanto esse. Aclamado pela crítica (e com razão), o livro conta a história de Emma Morley e Dexter Mayhew (Emm e Dex, Dex e Emm), dois personagens extremamente diferentes e ao mesmo tempo apaixonantes.

Cada capítulo do livro de Nicholls representa um ano e um dia: 15 de Julho, dia de São Swithin. Essa data acompanhará Emma e Dexter pelos próximos 20 anos, entre encontros e desencontros.

Emma é uma garota inteligente, que sonha em ser escritora e sempre teve vontade de mudar o mundo. Não muito inteligente para relacionamentos, era apaixonada por Dexter, o cara mais bonito e popular da universidade. No dia 14 de Julho, na noite de formatura dos dois, Emma teria a chance por qual sempre esperou – ficar com Dexter.

Após passarem a noite juntos, percebem o quanto querem coisas diferentes para o futuro. Apesar disso, tornaram-se grandes amigos. Os anos se passaram e suas vidas seguiram rumos diferentes. Dexter consegue o que sempre quis, ser famoso, enquanto Emma trabalha em um restaurante Mexicano em Londres.

Os anos seguintes são tomados por uma série de decepções, novos amores, surpresas e reencontros. Com um enredo nada previsível, comovente e real, o livro nos faz pensar sobre as escolhas que fazemos e como elas interferem no nosso destino.

A adaptação do livro pras telonas não poderia ser melhor: Anne Hathaway incorporou a personagem de uma forma maravilhosa, tanto que não poderia pensar em outra pessoa para o papel de Emma. Jim Sturgess com certeza foi a escolha certa para o papel de Dexter e também não deixou nada a desejar.

A perfeição da adaptação é notória. Quem não gosta de adaptações literárias não tem como reclamar dessa – algumas falas são exatamente iguais as do livro.

Carolina Ignaczuk

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