Quem é você John Green? Resenha de A Culpa é das Estrelas

De tempos em tempos aparece um escritor incrível, aclamado pela crítica e pelo resto do mundo. Posso dizer com convicção: John Green é um desses escritores.

Autor de A Culpa é das Estrelas, Quem é você Alasca, Cidades de Papel e O Teorema Katherine, John Green é com certeza minha inspiração. O modo como ele escreve é incrível. Cada livro possui uma história completamente diferente. A Culpa é das Estrelas é um desses livros super bem escrito, onde ele cria um livro dentro de outro. Uma escrita leve, simples e elegante que te prende do início ao fim.

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Embora seja classificado como juvenil, o livro não tem restrição de idade. Tenho certeza que qualquer pessoa que leia vai amar. Acredito que o sonho de qualquer um que escreva seja escrever o mínimo do que Green escreve.

Li A culpa é das estrelas no ano passado e quando terminei soube na hora que seria meu xodó eterno. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é um livro extremamente dramático. A doença da protagonista é abordada de uma forma divertida, até porque ela mesma lida com isso de bom humor.

Então vamos lá. Hazel Grace é uma adolescente com um câncer terminal, que passa a maior parte do tempo em casa, lendo e assistindo America’s Next Top Model. O seu livro preferido é ‘’Uma aflição imperial’’, de Peter Van Houten que termina sem explicação e deixa o leitor tirar suas próprias conclusões sobre o final do livro. Embora tenha mandado várias cartas e e-mails para o autor, nunca obteve nenhuma resposta. Essa é sua maior frustração.

Hazel passa a maior parte do tempo carregando um cilindro de oxigênio pra lá e pra cá, não pode ir à escola, mas pela insistência e preocupação dos pais, participa de um grupo de apoio, coisa que ela acha mórbida demais. Mas sua ideia muda rapidamente ao conhecer Augustus Waters, um sobrevivente do câncer que chamou sua atenção ao fazer um discurso, dizendo que não quer passar por essa vida sem ter significado nada. Após conhecê-lo, ela passa a frequentar o grupo de apoio, a fim de descobrir mais sobre Augustus (Ou Gus, como preferir). Os dois tornam-se amigos, então Hazel resolve emprestar seu livro preferido a ele, que é tomado pelo mesmo sentimento de revolta e também quer descobrir o que acontece no final do livro.

O livro seria o fator principal da aproximação dos protagonistas, que embarcariam em uma grande aventura para descobrir o que realmente acontece na história. Obviamente, os dois se apaixonam e a história que antes era leve e bem humorada, torna-se dramática. A doença pega os dois desprevenidos e eles terão que lidar com ela, ao mesmo tempo em que lidam com as complicações que é estar apaixonado.

Impossível não ler o livro em no máximo três dias, bem como, impossível não chorar. John Green é um desses escritores que encantam com seu modo de escrever, A culpa é das estrelas é a prova disso. Justamente pelo fato do livro ser tão incrível, ele está sendo adaptado para as telonas. Na fanpage oficial do autor é possível ficar por dentro de tudo o que acontece nos bastidores da adaptação.

Se você ainda não leu nenhum livro dele, está esperando o que?

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Carolina Ignaczuk

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Palavras, coração partido e outras histórias

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Não sei ao certo o que palavras causam em mim, mas se tivesse que descrever o efeito delas, certamente seria de saudade. A saudade dói e irrita, mas as palavras, essas sim machucam.

Ao ler coisas que eu escrevia antigamente, sou transportada para um mundo de palavras e tomada pelo mesmo sentimento de meu eu anterior. Revivo todos os momentos com a mesma força, angústia e tristeza. Engana-se quem acha que um coração partido tem idade.

Demoramos para descobrir o sentido do amor e do que é amar alguém com todo o seu coração. Talvez ninguém tenha descoberto ainda, afinal, não existe uma fórmula mágica. Quem sou eu para saber? O que sei, é que nós amamos viver histórias de amores não correspondidos. Sufocamos nossas tristezas justamente lendo e escrevendo sobre isso (é o que faço, não é?), assim podemos chorar todas as mágoas guardadas durante anos. Não existe melhor poeta que um coração partido.

E eu que achei que sabia o que era amar. Aprendi que as pessoas precisam que você grite seu amor por elas e diga com todas as letras: eu te amo. Aprendi que nos apaixonamos por pequenos detalhes e que não importa quantas vezes ele te leve no colo em um dia de chuva, apareça na sua casa de madrugada ou te surpreenda com um telefonema. Ainda não sabemos se isso é amor e qual é o real sentido disso.

Palavras são a eterna lembrança do que você viveu. Esse é o motivo pelo qual as amo. Talvez eu não saiba como combiná-las muito bem e ainda não domine todos os seus truques. Mas eu amo a ideia de que alguém as considere importantes.

Talvez um dia alguém leia. Talvez eu não saiba escrever e permaneça no anonimato para sempre. Mas só eu sei o poder que as palavras exercem sobre mim. Sigo em frente, estou no caminho certo, a procura de palavras que ainda não descobri. Simples assim.

Carolina Ignaczuk

Resenha: A última carta de amor – Jojo Moyes

“E, se sentir que foi a decisão acertada, saiba ao menos isso: em algum lugar deste mundo há um homem que a ama, que entende o quão preciosa, inteligente e boa você é. Um homem que sempre a amou e que, por mais que tente evitar, desconfia que sempre a amará.” – pág. 226

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A última carta de amor é muito mais que um livro de capa bonita. É uma história deslumbrante. Daquelas que você se arrepende de nunca ter escrito, de tão bem pensada e tão maravilhosamente bem escrita. É divido em três partes, alternando passado e presente, até as duas histórias se encontrarem de uma forma inesperada. A autora do livro, jornalista e escritora, nos faz lembrar do poder das palavras escritas, o quanto elas podem carregar e de quanto sentimento cabe em um rastro de tinta em uma folha de papel.

Nos dias de hoje ninguém presta atenção no quanto as palavras são sim importantes e o quanto fazem diferença na nossa vida. Além disso, o livro nos mostra que vale a pena correr atrás da nossa felicidade, independente dos sacrifícios que serão feitos. São duas mulheres, duas épocas diferentes, e a mesma história extraconjugal. A autora mostra os dois lados da moeda, e nos faz parar e pensar em relação ao destino e desencontros que a vida dá sem nem ousarmos sonhar.

Jennifer sofre um acidente de carro e perde a memória, não consegue se lembrar de nada. Ao voltar para a sua casa e seu marido, aos poucos, pequenos fragmentos vão voltando a sua cabeça e ela começa a encaixar as peças do quebra-cabeça de sua vida. O drama começa quando ela encontra, dentro de um livro, uma carta de amor. Ela percebe que é endereçada a ela e assinada apenas por uma letra: B. A partir de então, começa a sua busca por esse grande amor perdido no tempo.

A história de Jennifer é passada nos anos 60, em Londres. Submissa ao marido, em uma época onde não era permito a mulher ter seu próprio pensamento, quanto mais um novo amor. Ao encontrar um homem que a valoriza pelo que ela é, que gosta de saber sua opinião, e que não está atraído apenas por seu belo rosto, ela se encanta e se apaixona por B. O problema é que ela tem um marido, e naquela época uma mulher divorciada estaria condenada perante os olhos da sociedade.

Ellie é a mulher que acompanhamos no presente. É jornalista, e uma das cartas de amor aparece em suas mãos por acaso. Ela é independente, nunca se preocupou com maridoefilhos (uma palavra só, como ela costuma dizer) e está em um caso extraconjugal com John. Ao ler esta carta cheia de amor e esperança, ela começa a se perguntar se o seu relacionamento a levará a algum lugar, e se John a ama realmente como o amor expresso naquele pedaço de papel. Para escrever uma matéria no seu jornal, ela resolve investigar qual a história por trás dessa carta misteriosa entre dois amantes. Mal sabe ela que isso irá mudar a sua vida.

A narrativa consegue te prender de uma forma desconcertante. A alternância de passado e presente acontece sem aviso, e mesmo assim a história consegue fluir de uma forma tão leve que o autor não fica confuso com essa troca de época. É uma trama sensível e encantadora, mas permeada por dor, perdas, começos e recomeços, que nos fazem questionar sobre coragem e escolhas.

A Última Carta de Amor começa como um livro triste, mas vai se transformando… Crescendo, trocando de pele e, quando você menos espera, termina como um belo livro, encantador e repleto de esperança. Uma linda metamorfose. Aproveitem cada página. De corpo e alma. Vicariamente.

Daniela Schwanke

Resenha: Morte e Vida de Charlie St. Cloud – Ben Sherwood

Morte e vida de Charlie St Cloud é um livro de Ben Sherwood que nos faz pensar que estamos nesse mundo apenas de passagem. Uma simples escolha pode definir nossa vida. Não recebemos uma segunda chance por acaso, precisamos acreditar em milagres, pois a morte é inevitável e temos que aprender a lidar com nossa dor.

Charlie St. Cloud é um bom garoto, acabou de se formar e vai para a faculdade. Seu irmão mais novo Sam está chateado, pois não quer que ele vá embora. Para aliviar a tristeza do caçula, Charlie faz uma promessa a ele: Eles treinariam baseball todos os dias, quando ouvissem o barulho dos canhões no final da tarde.

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Nesse mesmo dia, Charlie tem uma festa para ir, mas sua mãe precisa trabalhar até tarde no hospital e pediu que tomasse conta do irmão. St. Cloud tenta sair escondido, mas é flagrado por Sam, que exige ir com ele. Sem saída, os irmãos pegam o carro e saem em direção à festa.

Então o pior acontece. Um grande acidente, que deixa o carro em pedaços. Charlie percebe que está em um lugar diferente. Sam está lá também, mas nenhum dos dois sabe o que está acontecendo. Estão preocupados com a bronca que irão levar da mãe. De repente, Charlie sente-se voltando a realidade, enquanto Sam permanece no mundo paralelo. Desperta em uma ambulância, com paramédicos ao seu redor. Grita desesperadamente pelo nome do irmão, mas é tarde demais. Ele está morto. A sua irresponsabilidade matou a pessoa que ele mais amava na vida.

No dia do enterro de Sam, Charlie não suporta a dor e quer fugir o mais rápido possível. Correndo pelo cemitério, encontra seu irmão (ou melhor, o espírito de seu irmão) que diz calmamente: Você está atrasado. É quando lembra-se da promessa. Eles tinham um acordo. Jogariam baseball todos os dias, ao ouvirem o barulho do canhão.

Nos anos seguintes, Charlie desiste da faculdade e arruma um emprego no cemitério, assim, pode ver seu irmão com facilidade. Sua rotina é a mesma todos os dias, limpa os túmulos, espanta os gansos, cuida das flores e brinca com o irmão morto no final da tarde.

Em um desses dias de rotina, encontra Tess Caroll limpando o túmulo de seu pai. Ela é uma mulher forte e independente que está se preparando para dar a volta ao mundo em um veleiro. Charlie fica impressionado, pois costumava navegar com o irmão e eles eram muito bons. Mas desde o acidente, não conseguia entrar na água sem seu parceiro. Lembranças demais.

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Charlie convida a aventureira Tess para sair e ela aceita. Passam uma noite juntos, mas ela precisa ir. Vai iniciar sua grande aventura ao redor do mundo e fazer história. Quanto mais St. Cloud se aproxima dela, mais Sam sente-se como se estivesse desaparecendo. Após uma nova tragédia, Charlie tem que escolher entre o mundo dos mortos e dos vivos e consequentemente, entre seu irmão e seu grande amor.

Posteriormente, ele vai entender porque recebeu uma segunda chance.

Curiosidades

– O autor passou um bom tempo vivendo em um cemitério para escrever o livro de forma real e convincente;

– Charlie St. Cloud é interpretado por Zac Efron;

– O poema preferido do pai de Tess é de E. E. Cummings;

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“Confie em seu coração se os mares pegarem fogo. E viva pelo amor mesmo que as estrelas caminhem em direção oposta.”

(E. E. Cummings)

Carolina Ignaczuk

Soundtrack: Um amor para recordar

Baseado em um dos melhores livros de Nicholas Sparks, Um amor para recordar é uma história de amor trágica e comovente (como todos os livros de Sparks). Adaptado para os cinemas em 2002, a história é protagonizada por Mandy Moore (Jamie Sullivan) e Shane West (Landon Carter).

Landon faz parte do grupo popular da escola. Festas, garotas e bebidas fazem parte da sua rotina. Ao fazer uma brincadeira perigosa com um garoto que queria entrar para o seu grupo de amigos, Landon foi ”condenado” a fazer serviços comunitários, dar aulas para crianças e fazer parte do grupo de teatro da escola.

Em sua nova rotina, Landon encontrava Jamie constantemente. Ela é uma garota exemplar. Tira boas notas, lê vários livros, dá aulas para crianças, faz parte do grupo de teatro e tem uma fé inabalável.

Assim que os ensaios para a peça começam, Landon percebe que é um péssimo ator, então procura Jamie. Ela concorda em ajudá-lo, desde que ele não se apaixone por ela. Os dias passam e Landon quebra a promessa – apaixona-se perdidamente por Jamie, transformando-se em outra pessoa.

Uma das coisas mais apaixonantes do filme, sem dúvidas, é a trilha sonora. Pra quem não sabe, a atriz Mandy Moore é cantora na vida real, portanto, a voz angelical que aparece cantando em algumas cenas do filme, não é dublagem.

Sendo assim, separei 5 músicas do filme, que na minha opinião são as mais marcantes.

1 – Only Hope (Mandy Moore)

Ao apresentar a peça da primavera, Jamie surpreende a todos com sua voz e beleza. Esse é o momento em que Landon percebe que esta apaixonadíssimo por ela. 

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2 – Cry (Mandy Moore)

A música que toca quando Landon diz a frase clássica, sobem os letreiros e já estamos todos chorando.

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3 – It’s Gonna Be Love (Mandy Moore)

Jamie tem uma lista de coisas que deseja realizar: estar em dois lugares ao mesmo tempo, fazer uma tatuagem, casar na igreja em que seus pais casaram. Landon resolve ajudá-la com essa lista. Essa música marca o primeiro encontro do casal e o momento em que ele faz uma tatuagem de mentirinha no ombro dela.

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4 – I Dare you to move (Switchfoot)

Com uma letra extramamente linda, essa banda é dona de outros hits no filme, como: You, Learning to Breathe e uma outra versão de Only Hope.

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5 – Someday We’ll Know (Mandy Moore, Jon Foreman)

Landon não sabe dançar. Para impressionar Jamie, pede ajuda à sua mãe que o ensina pacientemente. Essa é a música que Jamie e Landon dançam na varanda da casa dela, tornando essa cena inesquecível.

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Algumas curiosidades sobre a história

No livro a história se passa na década de 1950 e no filme nos dias atuais. Uma cena em que Landon cantava para Jamie a música “Only Hope” quando ela estava doente foi filmada, mas acabou sendo cortada do filme por ser ”depressiva demais”. (Eu iria amar essa cena).

 Carolina Ignaczuk

Resenha: Um dia de David Nicholls

”Você pode passar a vida inteira sem perceber que aquilo que procura está bem na sua frente”.
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Não consigo pensar em um livro de romance tão original quanto esse. Aclamado pela crítica (e com razão), o livro conta a história de Emma Morley e Dexter Mayhew (Emm e Dex, Dex e Emm), dois personagens extremamente diferentes e ao mesmo tempo apaixonantes.

Cada capítulo do livro de Nicholls representa um ano e um dia: 15 de Julho, dia de São Swithin. Essa data acompanhará Emma e Dexter pelos próximos 20 anos, entre encontros e desencontros.

Emma é uma garota inteligente, que sonha em ser escritora e sempre teve vontade de mudar o mundo. Não muito inteligente para relacionamentos, era apaixonada por Dexter, o cara mais bonito e popular da universidade. No dia 14 de Julho, na noite de formatura dos dois, Emma teria a chance por qual sempre esperou – ficar com Dexter.

Após passarem a noite juntos, percebem o quanto querem coisas diferentes para o futuro. Apesar disso, tornaram-se grandes amigos. Os anos se passaram e suas vidas seguiram rumos diferentes. Dexter consegue o que sempre quis, ser famoso, enquanto Emma trabalha em um restaurante Mexicano em Londres.

Os anos seguintes são tomados por uma série de decepções, novos amores, surpresas e reencontros. Com um enredo nada previsível, comovente e real, o livro nos faz pensar sobre as escolhas que fazemos e como elas interferem no nosso destino.

A adaptação do livro pras telonas não poderia ser melhor: Anne Hathaway incorporou a personagem de uma forma maravilhosa, tanto que não poderia pensar em outra pessoa para o papel de Emma. Jim Sturgess com certeza foi a escolha certa para o papel de Dexter e também não deixou nada a desejar.

A perfeição da adaptação é notória. Quem não gosta de adaptações literárias não tem como reclamar dessa – algumas falas são exatamente iguais as do livro.

Carolina Ignaczuk

Resenha: Como eu era antes de você – Jojo Moyes

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“Sei que essa não é uma história de amor como outra qualquer. Sei que há motivos para eu nem dizer isso. Mas eu amo você. De verdade.” (p.282)

Como eu era antes de você” é um daqueles livros que te faz ter um misto de emoções a todo instante. É comovente, intenso, triste, adorável e tocante. A história mais linda que já li na minha vida, e que não fala exatamente de amor. Fala acima de tudo da vida, do futuro e das nossas escolhas. É um daqueles livros que vai te marcar para sempre, e que vai fazer você refletir sobre o real sentido da vida.

Ao mesmo tempo que te faz sorrir, te emociona pela simplicidade dos atos e pela beleza dos gestos. Te mostra a dor de perder parte de quem você é, correndo atrás do tempo, tentando alcançar o inalcançável. Te mostra principalmente, que nem sempre o dinheiro compra a felicidade, e nem sempre a falta dele é sinônimo de tristeza.

É incrível que, apesar de ser uma leitora assídua de romances, ainda fico espantada com a força que as palavras exercem sobre mim. É muito mais forte do que qualquer outra coisa. É um sentimento profundo, que provoca um resgate de nós mesmos. E garanto a vocês, poucos livros conseguem esse efeito. Muitos são disfarçados em capas bonitas e romances comuns.

Comprei esse livro, por ter lido “A último carta de amor”, também da autora, e ficado encantada pela história. Assim que vi na livraria, comprei sem nem mesmo saber sobre o que se tratava. E meu Deus, que história! Devorei todas as 320 páginas em 48 horas, e a única coisa que se passou pela minha cabeça quando terminei foi: “Como eu vivia sem nunca ter lido essa história?”.

Lou é diferente das mulheres de sua idade. Ela se veste de forma singular e até bizarra, causando risadas de seus próprios familiares. É uma mulher que não tem muita ambição na vida e parece que vive suspensa no ar, em um mundo paralelo as demais pessoas. Ela mora com os pais, sua irmã, seu sobrinho e seu avô – que precisa de cuidados diários. Dorme em um quartinho que ao esticar os braços, consegue tocas as paredes.

Sua família passa por uma situação financeira delicada, e o emprego que ela tem em um café, é uma grande ajuda para seus pais. Além disso, namora com Patrick há quase sete anos – um homem obcecado por maratonas e exercícios físicos. Eles não parecem ter quase nada em comum, mas vivem acomodados em sua zona de conforto. Basicamente se relacionam de uma forma fria, o que é muito estranho vindo de um casal de namorados.

Quando Lou perde o emprego no café onde trabalhava por longos seis anos, se vê perdida, sem saber o que fazer. A única coisa que ela pensa, é que precisa arrumar um emprego o quanto antes, pois a pressão de sua família depender de seu dinheiro a sufoca. Sem muitas qualificações, ela consegue uma entrevista em uma casa, onde deverá atuar como cuidadora de um tetraplégico – e se surpreende quando consegue o emprego.

Will Traynor é homem a quem ela deve ajudar. Um cara muito mal humorado, que quase a faz desistir do emprego. Aos poucos, Lou, com todo seu jeito engraçado e destrambelhado, consegue adentrar o mundo de Will. Mas quando ela descobre que ele tentou se matar, e que daqui a seis meses pretende ir para a Dignitas, na Suíça, ela se desespera. Precisa fazer com que ele mude de ideia. Precisa fazer com que ele veja que a vida vale a pena. E tudo isso, em apenas seis meses. O que Lou não contava é que Will também mudaria a sua vida para sempre.

Até o último capítulo você nem imagina os rumos que essa história alcança. Recomendo muito para os fãs de romance, mas também, convoco a todos a tirar um tempo de sua rotina para viver essa história mágica que mudará para sempre suas vidas. Boa viagem!

Dani Schwanke